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O texto de hoje é um baita merchandising. Mas necessário...
Quando o homem pré-histórico desceu das árvores, reuniu-se em grupos, o que era mais seguro do que aventurar-se sozinho em meio às feras que naquela época comiam a gente. E os primeiros grupos logo evoluíram, transformando-se em tribos que freqüentamos até hoje.
Estar numa tribo dá a sensação de pertencimento, de proteção, de apoio. Dá o prazer de dividir com outras pessoas gostos e opiniões. Dá oportunidade para aprendizado. Por isso a maioria das pessoas precisa viver em tribos, conectadas. Com o surgimento da internet esse conceito de "conexão" assumiu proporções nunca antes imaginadas.
Mas uma tribo não é só a conexão entre seus membros. Para ser uma tribo esses membros devem estar conectados a um líder, que não é necessariamente um chefe dando ordens, mas alguém que influencia as escolhas. Por exemplo, se você é um fã incondicional do Gugu Liberato, todo domingo está firme assistindo o programa dele, telefonando para participar, sendo membro da comunidade do Gugu no Orkut e comprando os produtos que ele anuncia, você faz parte da tribo do Gugu. Está conectado aos outros membros da tribo e ao líder: Gugu. O Gugu nem sabe que você existe, mas exerce uma influência sobre você e o grupo. É ele quem apresenta o programa, escolhe as atrações e conduz o conteúdo dominical que você tanto aprecia. Ele influencia no mínimo a escolha que você faz sobre que destino dar a seu tempo livre: assistir o programão de domingo!
Então: tribos são grupos de pessoas conectadas entre si e conectadas a um líder. Mas tem mais: a tribo também deve estar conectada a uma idéia comum. Um propósito. A tribo da turma de corrida no parque, por exemplo, tem um propósito comum: qualidade de vida através do bem estar físico.
Então ficamos assim: tribos são grupos de indivíduos conectados entre si, conectados a um líder e compartilhando um propósito comum. O que determina o valor de uma tribo é a qualidade das conexões e dos relacionamentos entre seus membros. Quanto mais participativos, mais colaborativos, mais interessados em compartilhar conhecimentos são os membros, mais ricas serão as oportunidades de aprendizado e mais capacidade de fazer acontecer a tribo terá.
E o papel do líder é facilitar essas conexões, nutrir esses relacionamentos, facilitar a comunicação entre os membros da tribo. Se for bem sucedido, a tribo crescerá e conquistará o que todos buscam: progresso.
Luciano Pires é consultor, escritor e palestrante em comunicação e marketing. Site: www.lucianopires.com.br |